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Líder opositor diz que Chávez terá que matá-lo para tirá-lo das eleições

Caracas, 8 nov (EFE) - O líder opositor Manuel Rosales, a quem o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou prender após acusá-lo de corrupto e mafioso, disse hoje que será preciso matá-lo para tirá-lo da disputa política e eleitoral.

EFE |

"Terão que me matar, porque não têm nenhuma razão para fazer nada contra mim", afirmou em comunicado, e assegurou que todas as acusações contra si obedecem a um plano "político".

O governador de Zulia e candidato à Prefeitura de Maracaibo, oeste do país e capital desse estado, nas eleições de 23 de novembro, acrescentou que tudo o que Chávez e seus seguidores fizerem ou disserem contra si "é sujo".

"O que fizerem é uma covardia", acrescentou.

Entre outros delitos, Chávez acusou Rosales de um complô para matá-lo, pelo qual disse que desistiu de comparecer à Cúpula Ibero-Americana realizada em outubro em El Salvador, e pediu às instituições para agir contra o governador conforme as denúncias apresentadas.

"Por aí, diziam que me prenderiam, mas terão que me matar", insistiu Rosales, e desafiou os deputados a investigar sua gestão e também a do atual prefeito de Maracaibo, o governista Giancarlo Di Martino.

"Podem revisar desde as unhas dos pés até o último fio da minha cabeça, porque não tenho nada a esconder", afirmou, recomendando ainda aos deputados do Parlamento investigar o que aconteceu com os recursos da Prefeitura de Maracaibo.

O governador explicou que o Governo estimava, "que com mentiras e ameaças, o povo se assustaria".

"Tenho uma vantagem de cerca de 45 pontos para conquistar a Prefeitura" de Maracaibo e isso se deve a esta "guerra" de denúncias baseadas em "mentiras e falsidades", acrescentou.

Em uma última pesquisa divulgada esta semana, o Grupo de Investigação Social GIZ XXI, presidido por Nelson Morentes, ex-ministro de Chávez, afirmou que Governo "poderia não conseguir recuperar" as duas Prefeituras que não venceu em 2004, entre elas precisamente a que Rosales ocupa atualmente. EFE ar/db

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