Líder opositor condiciona fim de crise libanesa à renúncia de Governo Siniora

Beirute, 12 mai (EFE).- O líder opositor cristão Michel Aoun assegurou hoje, em entrevista coletiva em Beirute, que não haverá estabilidade no Líbano até que o Governo do sunita Fouad Siniora apresente sua renúncia.

EFE |

Aoun explicou que a principal causa da crise não era o bloqueio da rota do aeroporto, fechada por milicianos do Hisbolá na quarta-feira passada, mas a atuação do atual Executivo.

O dirigente cristão voltou a exigir a formação de um Governo de união nacional e a reforma da lei eleitoral, e ressaltou que, caso o atual gabinete de Siniora não renuncie, os combates serão retomados.

Aoun acusou o Executivo de ter detonado a atual crise, em alusão à decisão de desmantelar a rede de telecomunicação do grupo xiita Hisbolá -líder da oposição- e de destituir o chefe da segurança do aeroporto.

"A crise se deve a problemas acumulados há muito tempo. Pedir o desarmamento ou a retirada dos grupos armados não acabará com o conflito", afirmou.

Aoun especificou que as razões que levaram à crise possuem cunho político, e declarou que os cristãos -divididos em governistas e opositores- não deviam temer pela segurança em suas áreas, já que o acordo de entendimento com o Hisbolá "é uma garantia eterna de paz para os libaneses, especialmente para os cristãos".

Michel Aoun, um dos poucos dirigentes cristãos que se uniu às fileiras da oposição, chegou a um acordo de cooperação com o Hisbolá em fevereiro de 2006, e contra o atual Governo do primeiro-ministro Fouad Siniora.

Desde a quarta-feira passada, pelo menos 58 pessoas morreram e 199 ficaram feridas nos enfrentamentos entre partidários da maioria parlamentar e a oposição que começaram em Beirute e se estenderam a vários pontos do país. EFE ks/gs

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