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Líder opositor bengalês qualifica diálogo com Governo de infrutífero

Nova Délhi, 6 jul (EFE).- O presidente interino da opositora Liga Awami de Bangladesh, Hossain Zillur Rahman, disse hoje que as conversas mantidas com o Governo foram infrutíferas, e acusou o Executivo de não querer suspender o estado de exceção imposto no país.

EFE |

"Fomos falar com o Governo, com a esperança de alcançar o consenso. Mas o diálogo não foi frutífero. O Governo não quer suspender as normas do estado de exceção", disse.

Rahman, que ocupa a Presidência da legenda em substituição à ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, acusada de corrupção, assegurou que seu partido não concorrerá às eleições parlamentares caso o pleito seja realizado sob as normas do estado de exceção.

No entanto, o líder provisório da Liga Awami assegurou que o partido participará das eleições municipais que serão realizadas em algumas localidades em 4 de agosto.

"Pelo bem da paz e da estabilidade do país, decidimos participar das eleições municipais", acrescentou.

O Governo provisório de Bangladesh anunciou a realização de eleições na terceira semana de dezembro, assim como pleitos municipais em algumas localidades em agosto.

Além disso, o primeiro-ministro interino Fakhruddin Ahmed suspendeu a proibição que pesava sobre as atividades políticas imposta durante o estado de exceção.

Bangladesh se encontra em estado de exceção desde janeiro de 2007, em uma medida adotada pelo presidente Iajuddin Ahmed, para conter uma onda de violência pré-eleitoral entre seguidores da antiga chefe de Governo Khaleda Zia e de sua rival política e também ex-primeira-ministra Sheikh Hasina.

O Governo provisório de Bangladesh formado por Ahmed empreendeu uma grande campanha contra a corrupção, que levou à detenção das duas ex-chefes de Governo e de dezenas de ex-ministros, políticos e empresários. EFE mb/gs

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