Líder norte-coreano não vai a desfile de 60 anos do país

O líder norte-coreano Kim Jong-il não compareceu nesta terça-feira aos eventos comemorativos que marcaram os 60 anos da fundação do país. A ausência despertou especulações de que o líder da Coréia do Norte, que tem 66 anos de idade, estaria doente e teria sofrido um colapso no mês passado.

BBC Brasil |

A última vez em que Kim Jong-il foi visto em público foi no dia 14 de agosto.

De acordo com os principais meios de comunicação sul-coreanos, o desfile militar desta terça-feira foi o maior da história da Coréia do Norte e foi acompanhado por Kin Yong-nam, segundo homem na hierarquia de poder do país.

O correspondente da BBC em Seul, John Sudwort, diz que os rumores sobre a saúde de Kim Jong-il não são novidade e muitas vezes não têm fundamento.

Mas, segundo analistas, a ausência do líder comunista nos festejos em Pyongyang dará margem a novas especulações, principalmente por causa da importância simbólica da data e da notícia de que ele teria sido examinado por uma equipe médica chinesa recentemente.

Punição
As comemorações do aniversário da Coréia do Norte ocorrem em meio a um impasse em relação ao desmantelamento do programa nuclear do país.

Ainda de acordo com a mídia sul-coreana, a grandiosidade do desfile tem como objetivo "usar a imagem de um Exército forte para cimentar união dentro do país e assegurar uma posição melhor nas negociações para a desativação do programa nuclear".

Imagens divulgadas na segunda-feira pela televisão estatal norte-coreana KRT mostraram a cúpula do governo comemorando o aniversário do país a portas fechadas.

Em comunicado, as autoridades norte-coreanas disseram que "o poderoso Exército (do país) puniria invasores sem piedade".

Em junho, a Coréia do Norte submeteu, com grande atraso, um relatório em que revelou detalhes de suas instalações nucleares. O país esperava a remoção imediata de seu nome da lista americana de países que apóiam o terrorismo.

Entretanto, os Estados Unidos afirmaram que isso não será possível até que a Coréia do Norte concorde com inspeções para verificar a veracidade das informações reveladas pelo país.

No fim de agosto, em protesto, a Coréia do Norte anunciou a suspensão do desmantelamento das instalações do reator nuclear de Yongbyon.

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