O líder norte-coreano, Kim Jong-Il, não assistiu nesta terça-feira a um grande desfile militar organizado por ocasião do 60º aniversário do regime comunista, segundo informação procedente de Pyongyang, o que alimenta os rumores sobre seus supostos problemas de saúde.

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Segundo uma fonte dos serviço de inteligência americano, ele teria sofrido um problema grave de saúde, "possivelmente um derrame cerebral". "Parece que Kim Jong-Il teve um problema grave de saúde, possivelmente um derrame", disse a fonte, que pediu anonimato. De acordo com a fonte, o problema teria acontecido nas duas últimas semanas.

A participação de Kim Jong-Il no desfile nesta terça-feira era incerta e, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, Kim não apareceu. No entanto, a imprensa sul-coreana publicou nesta terça-feira que "o querido líder" se sentiu mal no último dia 22 agosto.

No domingo, o governo sul-coreano desmentiu as informações da imprensa segundo as quais o estado de saúde de Kim Jong-Il teria se agravado.

O jornal econômico Asia Economy, citando uma fonte anônima do governo, publicou sábado que cinco médicos chineses estavam há uma semana na Coreia do Norte provavelmente para curar o líder do regime comunista.

O presidente norte-coreano não é visto em público desde 14 de agosto, quando apareceu durante a inspeção de uma unidade militar, segundo a imprensa.

Neste domingo, os serviços de inteligência sul-coreanos indicaram à AFP que a Coreia do Sul não tem recebido informações que confirmem o agravamento do estado de saúde de Kim.

Reuters

Ausência de Kim Jong-Il reforça
rumores de derrame

Analistas alertaram, no entanto, para o risco de se dar importância demais às aparições públicas do dirigente, que chega a ficar recluso durante meses para então surgir em visitas a bases militares, fazendas e fábricas.

"Ele talvez não tenha desejado aparecer porque a ajuda internacional está diminuindo e o país pode estar enfrentando dificuldades para distribuir presentes a sua população a fim de celebrar o aniversário", disse Shunji Hiraiwa, professor da Universidade de Shizuoka (Japão).

O desfile desta terça para comemorar a fundação da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) em 1948 foi anunciado como o mais importante da história da Coreia do Norte, levando em conta o número de armas e a participação de um milhão de civis, segundo o jornal JoongAng, citando fontes governamentais sul-coreanas.

Com informações da Reuters e da AFP

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