Líder norte-coreano está doente mas ativo, diz premiê japonês

TÓQUIO (Reuters) - O líder da Coréia do Norte, Kim Jong-il, encontra-se provavelmente hospitalizado, mas ainda estaria apto a comandar o país, afirmou nesta terça-feira o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, citando informações de agências de inteligência de várias nações. Autoridades dos serviços secretos dos EUA e da Coréia do Sul disseram no mês passado que Kim havia sofrido um derrame em agosto, alimentando dúvidas sobre quem será o sucessor dele e, especialmente, sobre quem passará a dar as cartas a respeito do programa de armas nucleares do país.

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"Há informações sobre ele estar provavelmente hospitalizado neste momento", afirmou Aso a uma comissão parlamentar.

"Acho que dados vindos de vários países concordam em afirmar que, apesar de o estado de saúde dele não ser bom, é improvável que não possa tomar nenhuma decisão. E haverá outros desenvolvimentos a partir daqui."

As declarações de Aso repetem em linhas gerais as do presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak, segundo o qual o líder norte-coreano continuava no comando. No mês passado, Lee disse não terem ocorrido mudanças na Coréia do Norte em decorrência do estado de saúde de Kim.

Enquanto isso, a agência de notícias Yonhap atribuiu ao chefe dos serviços de inteligência da Coréia do Sul a declaração de que Kim parece estar bem o suficiente para continuar com suas obrigações do dia-a-dia. Essa informação teria sido repassada à agência por um parlamentar.

No começo deste mês, meios de comunicação oficiais da Coréia do Norte divulgaram pela primeira vez em 50 dias que Kim havia feito uma aparição pública. Mas especialistas disseram que as fotos publicadas haviam sido tiradas meses antes, o que alimentou mais boatos a respeito da saúde dele.

O governo norte-americano retirou este mês a Coréia do Norte da lista de países acusados pelos EUA de patrocinarem o terrorismo. A manobra aconteceu depois de os dois países haverem chegado a um acordo sobre as medidas de verificação em torno do programa nuclear norte-coreano.

Após a retirada da lista, o governo da Coréia do Norte aceitou retomar o desmantelamento de sua usina nuclear.

(Reportagem de Yoko Kubota)

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