Líder negro americano quer visitar presos políticos em Cuba

Nova York, 22 jul (EFE).- O reverendo Al Sharpton, líder da comunidade afro-americana dos Estados Unidos, disse hoje que pediu às autoridades cubanas permissão para viajar ao país com uma delegação humanitária para conhecer a situação dos presos políticos.

EFE |

"Enviei uma carta pedindo ao novo presidente Raúl Castro que me permita ir a Cuba, em uma viagem humanitária, para visitar o médico (Óscar Elías) Biscet e alguns outros presos", explicou o ativista afro-americano, muito popular nos EUA por defender os direitos civis da minoria negra de forma ferrenha.

Em coletiva de imprensa em frente à sede da Missão de Cuba perante a ONU, Sharpton explicou que semanas atrás recebeu uma carta da esposa de Biscet, Elsa Morejón, na qual ela pedia que o reverendo interviesse a favor de seu marido, condenado em 2003 a 25 anos de prisão.

O reverendo lembrou que no ano 2000 já havia ido a Cuba e se reuniu com o então presidente Fidel Castro, com quem "entre outras coisas" falou da "questão racial" na ilha.

No breve comparecimento perante a imprensa nova-iorquina também discursou Berta Antúnez Pernet, irmã do opositor cubano Jorge Luis García Pérez, conhecido como "Antúnez", que cumpriu uma condenação de 17 anos na ilha por crimes políticos.

"Em Cuba, há centenas de homens e mulheres presos só por suas idéias, por expressar o que pensam", assinalou Antúnez.

"Estamos aqui pedindo a liberdade incondicional de todos os presos políticos. Estou aqui denunciando as violações sofridas pela minha família, por ser opositora e ser da raça negra", acrescentou.

Em declarações à Agência Efe, a ativista cubana lembrou que seu irmão ficou preso por 17 anos e 38 dias "somente por expressar suas idéias".

Acrescentou que um tio seu, Omar Pernet Hernández, que está na Espanha, foi preso em Cuba em várias ocasiões por opor-se ao regime de Fidel Castro. EFE vm/rr

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