Líder mexicano condena assassinato e acusa crime organizado

Felipe Calderón diz que responsáveis por morte de candidato Rodolfo Torre Cantú querem "interferir" em eleições de domingo

iG São Paulo |

O presidente do México, Felipe Calderón, condenou nesta segunda-feira o "assassinato covarde" de Rodolfo Torre Cantú , candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI) ao governo de Tamaulipas (nordeste), responsabilizando o crime organizado por sua morte e conclamando a sociedade a defender a democracia.

Com a ação, segundo o líder mexicano, o crime organizado pretende "interferir" nas eleições legislativas e dos governos estaduais, que ocorrem domingo no país. "Comprovamos que o crime organizado é uma ameaça e temos de evitar ações como o covarde assassinato que sacudiu o país", disse Calderón no fim de uma reunião com seu gabinete de segurança.

O presidente mexicano acusou o crime organizado de tentar "impor sua vontade e suas regras, como agora, que pretende intervir nas decisões dos cidadãos nos processos eleitorais".

Torre Cantú, líder nas pesquisas em Tamaulipas, e pelo menos mais quatro pessoas, foram assassinados por desconhecidos nesta segunda-feira a tiros em Ciudad Victoria, capital desse Estado mexicano, quando se dirigiam ao aeroporto.

As autoridades que investigam o caso ainda desconhecem a causa e os autores do crime em Tamaulipas, onde são confrontados os cartéis de drogas do Golfo e os Zetas.

Cantú, que era médico de profissão, casado e tinha 46 anos, liderava a candidatura da aliança Todos Tamaulipas, formada pelo PRI, pelo Partido Verde e pelo Partido Nova Aliança para a eleição de domingo.

Calderón afirmou que o crime organizado é "a maior ameaça para a segurança, a liberdade e a tranquilidade dos mexicanos", e um inimigo que "não conhece limites".

O "covarde assassinato" é um fato "absolutamente condenável" que "merece o repúdio da sociedade inteira", disse Calderón.

AFP
Soldado olha corpo de candidato do PRI ao governo de Tamaulipas, Rodolfo Torre, perto do aeroporto em Ciudad Victoria
*Com EFE e AFP

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