Trípoli, 22 jan (EFE).- O líder líbio Muammar Kadafi afirmou que, com a mudança de presidente, os Estados Unidos são outro país e expressou sua confiança de que não sejam mais uma nação imperialista e inimiga dos povos, enquanto pediu que Obama receba uma oportunidade mundial histórica.

Em mensagem de vídeo para estudantes da universidade americana de Georgetown, Kadafi pediu que se "ignorem os rancores do mundo e do ódio que sentem os povos" pelos EUA para lhes permitir ser "um amante da paz e da liberdade".

Além disso, afirmou que atualmente há "sinais positivos" na política externa americana, entre os quais citou a intenção de fechar a prisão de Guantánamo, a possível retirada do Iraque e a revisão da presença dos EUA no Afeganistão.

Segundo ele, outro sinal positivo seria investigar de forma mais ampla as irregularidades cometidas na prisão iraquiana de Abu Ghraib durante a invasão do Iraque, ou a execução de Saddam Hussein e de outros antigos líderes do país "em qualidade de prisioneiros de guerra".

Kadafi também reivindicou poder revisar a denominação e o conceito de "terrorismo" e afirmou que foi realizada uma "manipulação desmedida e generalizada" deste termo pela Administração americana anterior. EFE fa/fal

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