Líder islamita Fethullah Gülen é absolvido de acusações na Turquia

Ancara, 24 jun (EFE).- O líder islamita turco Fethullah Gülen, que vive nos Estados Unidos desde 1999, devido a um processo em que é acusado de fundar uma organização ilegal para derrubar o Estado secular na Turquia, foi absolvido hoje pela Corte Suprema de Apelações do país.

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Com isso, são abertas as portas para que Gülen - que lidera a lista deste ano dos 20 intelectuais mais influentes do mundo, elaborada e publicada recentemente pela "Foreign Policy" e pela "Prospect", duas prestigiosas revistas de política internacional -, retorne a seu país de origem.

A Corte Suprema de Apelações rejeitou hoje a objeção da Procuradoria Geral à absolvição de Gülen.

Esta decisão põe fim ao caso aberto contra o líder islâmico no ano 2000 pelo Tribunal de Segurança do Estado da Turquia, com base na lei antiterrorista número 7 do país.

Gülen fora acusado de "estabelecer uma organização ilegal para abalar a estrutura secular do Estado, a fim de substituí-lo por um Estado baseado na lei corânica, e de efetuar outras atividades com este objetivo".

O acusado fugiu para os EUA em 1999, antes da abertura do processo, e não compareceu perante os tribunais em nenhuma fase do julgamento.

A "Foreign Policy" descreve o líder como um erudito islamita que possui uma legião de milhões de seguidores em todo o mundo, ao tempo em que, na Turquia, é reverenciado por alguns e odiado por outros.

Gülen também é conhecido pelo fato de que muitos de seus seguidores fundaram escolas em várias partes do mundo. EFE wr/fh/gs

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