Líder islâmico argelino conclama rebeldes a depor armas

ARGEL (Reuters) - O fundador do maior grupo islâmico da Argélia pediu na terça-feira a seus antigos seguidores que deponham suas armas, depois do atentado que matou dezenas de pessoas numa academia militar. Hassan Hattab, fundador do Grupo Salafista de Pregação e Combate (GSPC), se entregou às autoridades no ano passado, aceitando uma anistia oferecida pelo governo para encerrar uma guerra civil que deixou 150 mil mortos.

Reuters |

Mas parte do GSPC adotou o nome de Al Qaeda em 2007 e começou a realizar atentados urbanos, tramados em esconderijos nos montes Kabylie, a leste de Argel.

'Eu lhes aconselho a reconsiderar e refrear o que vocês estão fazendo, e que devolvam as armas à sua sociedade e suas famílias', disse Hattab, segundo relato do jornal Ennahar. 'Não hesitem em depor armas', insistiu.

Na terça-feira, um suicida lançou um carro-bomba contra uma fila de candidatos à escola militar, matando 43 pessoas e ferindo 45.

Hattab já havia criticado o GSPC em 2006, um ano antes da rendição, quando aconselhou seus membros a aceitarem a anistia.

Especialistas dizem que ele continua sendo muito respeitado nos círculos militantes.

'Revisamos nossa linha de ação sinceramente e concluímos que é um beco sem saída, sem perspectiva. É um dever da sharia [lei religiosa] parar de lutar', disse Hattab, de acordo com o site do jornal.

O GSPC foi criado em 1998, quando Hattab rompeu com o Grupo Islâmico Armado (GIA), que desde 1992 havia se rebelado contra o governo, depois da anulação de uma eleição em que partidos islâmicos eram favoritos.

Em junho de 2006, Hattab foi condenado à revelia à prisão perpétua por 'assassinato e pertencimento a grupo terrorista'.

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