Líder iraniano afirma que Parlamento do Iraque sofreu pressão dos EUA

Teerã, 28 nov (EFE).- Um líder religioso iraniano afirmou hoje que o Parlamento do Iraque atuou sob pressões e ameaças ao aprovar ontem o acordo de segurança com os Estados Unidos que assegura o marco legal para a permanência dos soldados americanos após o dia 31 de dezembro.

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Apesar destas ameaças, "o Parlamento do Iraque atuou com prudência", afirmou o aiatolá Ahmad Jannati no sermão de sexta-feira de Teerã, considerada a mensagem oficial do regime iraniano.

O pacto aprovado ontem em Bagdá pelo Parlamento do Iraque permite que as tropas americanas fiquem no país até o final de 2011. Seu mandato, outorgado pelo Conselho de Segurança da ONU, expirava em 31 de dezembro deste ano.

O líder religioso iraniano, secretário do Conselho de Guardiões, disse que, ao aprovar este pacto, o Parlamento parecia atuar "como se lhe colocassem uma espada sobre a cabeça" e ameaçassem cortá-la se expressasse sua contrariedade.

Ele também disse que os EUA supostamente tinham ameaçado bloquear os bens do Iraque e iniciar revoltas no país vizinho em caso de o acordo não ter sido ratificado.

Os líderes políticos iranianos advertiram a seus vizinhos sobre as "conseqüências indesejáveis" sobre este pacto que foi aprovado ontem e realizaram apelos para manterem a segurança usando "a unidade e a solidariedade".

"Os americanos demonstraram que não se comprometem com nenhum acordo e que sacrificarão inclusive seus próprios amigos se assim requererem seus interesses", afirmou no dia 23 de outubro o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. EFE msh/fal

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