Líder indígena peruano chega ao exílio na Nicarágua

MANÁGUA (Reuters) - O líder indígena peruano Alberto Pizango, acusado de perturbação da ordem pública, conspiração e rebelião pelo governo de seu país após as mortes em protestos no início do mês, chegou na quarta-feira à Nicarágua, país que lhe concedeu asilo político. Pizango encabeçou os violentos protestos, que deixaram dezenas de mortos, contra uma lei de investimentos que os indígenas consideram uma ameaça para seus territórios na Amazônia, ricos em recursos naturais.

Reuters |

"Eu espero que daqui possa coordenar a nível internacional para que os direitos dos povos (indígenas peruanos) sejam respeitados", disse Pizango a jornalistas.

A cidade peruana de Bagua foi centro de um cruento enfrentamento que, entre a sexta-feira dia 5 e o sábado de 6 de junho deixou 24 policiais e 9 indígenas mortos, segundo dados oficiais, no pior protesto contra o governo neoliberal de Alan García.

"Eu lamento muito que se tenha chegado a esta situação, que tenham morrido inocentes irmãos indígenas e também policiais por culpa de um regime que ao final se deu conta de que não era um mero capricho, mas uma justa determinação dos povos", sustentou o líder indígena, que desde o dia 8 de junho estava refugiado na embaixada da Nicarágua em Lima.

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