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Líder ibero-americano diz que A. Latina está preparada para enfrentar crise

María Luisa González. Madri, 28 out (EFE) - O titular da Secretaria-geral Ibero-Americana, Enrique Iglesias, considera que os países da América Latina estão mais bem preparados para enfrentar a crise financeira mundial, e acredita que chegou o momento de consolidarem sua presença e serem ouvidos nos organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os grandes países da América Latina têm todo o direito de ter uma participação muito maior na condução destes organismos porque são os que estão realmente contribuindo para remediar a crise, disse Iglesias em entrevista à Agência Efe. Até o momento, os países latino-americanos estão combatendo as grandes conseqüências do vendaval financeiro, mas, segundo o secretário-geral Ibero-Americano, é difícil saber até que ponto a região será afetada. Por enquanto, a América Latina continua crescendo: este ano vamos crescer 4,5% ou mais. No ano que vem, o crescimento cairá, mas estará sempre positivo.

EFE |

Não é que estejamos em recessão, estamos em crescimento e um crescimento muito mais vigoroso que o das principais economias, e isso vai continuar", afirmou.

"Como vai afetar, vai depender muito de como e quanto" a crise ainda se estenderá nos Estados Unidos e na Europa.

Iglesias também acredita que o FMI ainda tem "um papel muito importante a desempenhar".

"O que temos que pensar é que é preciso reformá-lo e adaptá-lo às novas exigências da conjuntura econômica mundial", disse.

Ele acrescentou que "o mundo tem problemas globais, que requerem soluções globais e que, para isso, é preciso ter instituições globais".

"Certamente precisamos ter um organismo central que permita coordenar as políticas", disse o líder ibero-americano.

No entanto, afirma que é necessário iniciar a reforma do FMI, embora esta seja "uma velha idéia", e lembrou que nos anos 90 "se falou muito de uma nova arquitetura financeira".

"Depois, como as coisas se acalmaram, todos deixaram a reforma de lado", disse, e acrescentou que "infelizmente quando há grandes crises como esta tem que haver grandes reformas nas instituições".

O encontro de San Salvador será o primeiro a reunir os chefes de Estado e do Governo da região ibero-americana após o início da crise financeira, por isso servirá de termômetro para medir seu grau de preocupação e escutar eventuais iniciativas.

Iglesias espera que a cúpula sirva para acertar "coisas muito concretas, como desenhar linhas de ação e colaboração" na comunidade ibero-americana.

Sobre o tema central da agenda oficial da cúpula "Juventude e Desenvolvimento", considera que houve grandes avanços e que haverá a apresentação de "materiais muito elaborados" sobre a situação dos jovens na região e de medidas que se proporão a ajudá-los, já que os governantes aprovarão uma declaração sobre esse tema.

A crise financeira será abordada, segundo o responsável da Secretaria Geral Ibero-Americana (Segib), na "reunião privada" dos chefes de Estado e de Governo.

Sua receita sobre a crise se baseia em "avançar rumo a uma nova arquitetura financeira internacional. Os organismos de Bretton Woods (FMI e Banco Mundial, criados em 1944) deverão revisar sua estrutura e direção".

E nessa revisão terão que dar "uma participação muito mais ativa aos países emergentes", que hoje possuem "um papel muito importante no mundo", e são peças fundamentais "para a solução dos problemas".

Em sua opinião, a "América Latina está mais preparada do que nunca" para enfrentar esta crise, "o que é muito animador", mas não quer dizer que esteja imune aos impactos que vêm de fora e, frente a isso, é necessário "tentar manter a situação macroeconômica sólida, controlando o aspecto fiscal e monetário".

"Em segundo lugar, é muito importante continuar com a consolidação do sistema financeiro". Uma das grandes vantagens é que "a América Latina tem hoje um sistema financeiro sólido" e é preciso "mantê-lo e protegê-lo de qualquer impacto que possa chegar de fora", disse.

E acrescentou que, "em terceiro lugar", é necessário "manter o crédito", que é fundamental para que os países da região não entrem em recessão e avancem "rumo a uma economia mais dinâmica". EFE mlg/ab/db

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