Líder francês rejeita acusação sobre fundos ilegais de campanha

Sarkozy caracteriza como "calúnia" a denúncia de que recebeu dinheiro da herdeira da L'Oreal, Liliane Bettencourt

AFP |

AP Photo/Thibault Camus
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, com sua mulher, Carla Bruni (29/06/2010)
O presidente francês Nicolas Sarkozy classificou nesta terça-feira de "calúnias com o objetivo de difamar" as acusações de que sua campanha presidencial de 2007 recebeu financiamento ilegal da herdeira do grupo L'Oréal por meio do atual ministro do Trabalho, Eric Woerth.

"Gostaria que o país se apaixonasse pelos grandes problemas atuais como a saúde, a organização da saúde, a aposentadoria, como criar crescimento, em vez de embalar-se com o horror da calúnia, que só tem um objetivo: difamar sem nenhum apoio na realidade", declarou Sarkozy em uma mesa redonda sobre medicina nas proximidades de Brie-Comte-Robert, sul de Paris.

O presidente francês lamentou que atualmente "haja mais interesse pela pessoa que cria um escândalo do que pela pessoa que cura, que trabalha ou que constrói".

Sarkozy reagiu dessa forma à agitação causada pelas declarações feitas na véspera pela ex-contadora da herdeira do império de cosméticos L'Oréal e terceira fortuna da França, Liliane Bettencourt, sobre um possível financiamento ilícito da campanha presidencial de 2007.

Identificada como Claire T., a ex-contadora disse ao site Mediapart que Patrice de Maistre, gestora dos fundos de Bettencourt, teria repassado 150 mil euros em espécie para a campanha presidencial de Sarkozy.

O ministro do Trabalho Woerth, então tesoureiro da União do Movimento Popular (UMP, direita) e da campanha de Sarkozy, foi ministro de Orçamento de 2007 até março de 2010, quando assumiu a pasta do Trabalho.

Pessoas ligadas ao presidente Sarkozy e a Woerth desmentiram as acusações. O ministro do Trabalho também negou terminantemente ter recebido dinheiro ilegal de Bettencourt. "Nunca recebi no plano político o mínimo euro que não fosse legal", afirmou Woerth nesta terça-feira.

    Leia tudo sobre: Nicolas SarkozyFrançaL

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG