Líder druso libanês pede demarcação de fronteiras com a Síria

Cairo, 20 out (EFE).- O líder druso libanês Walid Jumblatt lembrou hoje no Cairo que o Líbano espera a demarcação das fronteiras com a Síria.

EFE |

Jumblatt também disse que espera o reconhecimento oficial das fazendas de Chebaa -ocupadas por Israel- como libanesas, segundo a agência "Mena".

Jumblatt fez essas declarações aos jornalistas após se reunir com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, no marco da visita oficial que iniciou ontem na capital egípcia.

"Começamos pouco a pouco a conseguir nossos objetivos principais", afirmou Jumblatt, em referência ao início do estabelecimento de relações diplomáticas entre Líbano e Síria, confirmado há uma semana.

No entanto, Jumblatt, líder do Partido Socialista Progressista, destacou que seu país ainda espera "a demarcação das fronteiras com a Síria, o reconhecimento oficial das fazendas de Chebaa como território libanês e o fim das investigações sobre o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri" em fevereiro de 2005.

As fazendas de Chebaa formam um território disputado entre Síria, Líbano e Israel, que este último país não abandonou quando se retirou do sul libanês em maio de 2000, após 22 anos de ocupação.

"O Governo sírio diz que as fazendas de Chebaa são território libanês, mas falta que ele formalize esta posição com o Governo do Líbano e emita um documento oficial sobre este assunto, antes de comunicá-lo à ONU", afirmou Jumblatt.

Além disso, destacou como passo seguinte estudar a maneira de "impor a soberania libanesa em Chebaa".

Sobre a demarcação das fronteiras entre Líbano e Síria, Jumblatt, membro da maioria parlamentar anti-Síria, ressaltou que "este assunto necessita algum tempo".

Quanto às divergências entre a maioria sunita e a oposição libanesa, liderada pelo xiita Hisbolá, Jumblatt explicou que "as diferenças no Líbano são políticas e não religiosas nem sectárias".

"Os libaneses permanecerão sob este sectarismo político até que consigam acabar com isso", acrescentou Jumblatt. EFE hh/jp

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