Líder dos trabalhistas aceita coalizão com Netanyahu, diz rádio israelense

O líder do partido Likud e premiê designado de Israel, Benjamin Netanyahu, fechou um acordo preliminar para a formação de uma coalizão com o líder do Partido Trabalhista, Ehud Barak, segundo informações da rádio do Exército de Israel. A rádio afirma que, sob o acordo, Netanyahu se compromete a continuar as negociações com os palestinos e respeitar os acordos já assinados com eles.

BBC Brasil |

O Partido Trabalhista, de centro-esquerda, entretanto, está dividido a respeito da participação na coalizão de governo e vai realizar uma votação sobre o assunto nesta terça-feira.

O partido de direita Yisrael Beiteinu e o partido judeu ortodoxo Shas já se juntaram à coalizão. O moderado Kadima se recusou a participar.

Netanyahu tem um prazo até 3 de abril para formar a nova coalizão de governo.

Ehud Barak é o ministro da Defesa do atual governo e manteria o cargo no próximo governo, segundo a rádio do Exército israelense. Segundo a proposta de acordo, os trabalhistas também manteriam cinco cargos no governo.

A radio israelense relatou ainda que o governo de Netanyahu também iria se comprometer em trabalhar contra os assentamentos judeus ilegais na Cisjordânia.

Com o apoio dos trabalhistas, Netanyahu conseguiria 66 cadeiras entre as 120 da Knesset, o Parlamento de Israel.

Um membro da Knesset ligado ao Likud, Yuli-Yoel Edelstein, afirmou que já existe um acordo entre seu partido e o Partido Trabalhista no que se refere aos principais desafios internacionais do próximo governo.

"Em termos das outras questões, como o processo de paz com os palestinos e provavelmente outras questões do dia a dia, vão ocorrer discussões, mas não será isso que derrubará o governo", disse o parlamentar à BBC.

"Devido a questões práticas, não acredito que nenhum dos dois lados realmente acredite que é possível chegar a um acordo com a atual liderança palestina num futuro próximo", acrescentou.

Para analistas, a eventual formação de um governo de coalizão seria uma importante vitória política de Netanyahu, que foi primeiro-ministro de Israel na década de 90.

O Kadima, partido liderado pela ministra do Exterior, Tzipi Livni, obteve mais assentos do que o Likud nas eleições do dia 10 de fevereiro, mas o presidente Shimon Peres pediu que Netanyahu liderasse o processo de formação de um novo governo.

Livni se recusou a participar da coalizão e afirmou que o Kadima continuará na oposição.

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