Líder dos colonos renuncia em protesto contra os extremistas

Uma figura central da colonização judaica na Cisjordânia ocupada, Pinhas Wallerstein, anunciou nesta segunda-feira que está deixando sua função por divergências com os colegas, acusados por ele de falta de distanciamento suficientemente dos extremistas.

AFP |

Pinhas Wallerstein, 61 anos, número dois do Conselho da Yesha, principal organismo representativo dos colonos da Cisjordânia, enviou nesta segunda-feira a carta de demissão aos colegas.

Na carta, Wallerstein protesta contra o "silêncio" destes "quando alguns de nossos próprios dirigentes são partidários dos extremistas".

Também lamenta a passividade diante da política chamada de "preço a pagar", ou seja, as represalias sistemáticas dos colonos contra os palestinos.

"Nosso silêncio se voltará contra nós", escreveu.

A política do "preço a pagar" consiste em atacar alvos palestinos cada vez que as autoridades israelenses adotam medidas que os colonos consideram contrárias a seus interesses.

As agressões se intensificaram depois da decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de decretar uma moratória de 10 meses às novas construções de assentamentos na Cisjordânia.

Pinhas Wallerstein é um dos fundadores do Bloco da Fé, o movimento nacionalista religioso que iniciou a colonização na Cisjordânia em 1974.

ms/fp

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