Líder do Sul pede respeito ao Sudão caso se vote pela independência

Cartum, 14 jul (EFE) - O primeiro vice-presidente do Sudão e líder da região autônoma do sul do país, Silva Kir, pediu hoje respeito à vontade do povo caso realmente se vote a favor da separação no referendo de 2011.

EFE |

"Se o povo do sul votar pela separação do norte, não poderemos impedir a vontade popular", afirmou Kir, que cumpre as funções de chefe de Estado enquanto o presidente sudanês, Omar al-Bashir, visita o Egito.

No entanto, Kir se disse a favor de manter a unidade do país, ao assinalar que é "a melhor opção", e lembrou sua confiança de que uma eventual independência do sul "não cause inimizade" com o norte.

Kir fez essas declarações depois de se reunir separadamente com o dirigente do Partido Al-Umma (a nação), o ex-primeiro-ministro Sadeq al-Mahdi, e com o do Partido Unitário Democrático, Mohammed Ozman el-Mergani, principais opositores.

Também se reuniu com o vice-presidente do governante Partido do Congresso Nacional, Nafea Ali Nafea.

Com todos eles, o dirigente sulista analisou o andamento da aplicação do acordo de paz assinado entre o Governo sudanês e o Exército Popular de Libertação do Sudão (EPLS) do sul, em 2005; o conflito da região de Darfur, no oeste do país; e as eleições gerais, previstas para abril próximo.

O EPLS assinou com o Governo de Cartum um acordo de paz, em 9 de janeiro de 2005, que pôs fim a 21 anos de uma das guerras mais longas da África, responsável pela morte de dois milhões de pessoas.

O conflito foi gerado quando o Executivo central impôs a lei islâmica (sharia) em todo o país, e os rebeldes do sul, de maioria cristã e animista, recorreram às armas.

O acordo de paz inclui um período transitório de seis anos desde 2005, para realizar depois um referendo para que os habitantes do sul votem a separação ou a permanência dentro do Sudão. EFE az/rr

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