Líder do Sri Lanka comemora vitória e pede integração nacional

Nova Délhi, 19 mai (EFE).- O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, comemorou hoje a vitória completa sobre os Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), e pediu a integração da minoria tâmil no país com o fim do conflito.

EFE |

"Nosso objetivo era proteger os tâmeis das garras dos LTTE. Para proteger os civis tâmeis inocentes, nossos soldados sacrificaram suas vidas", disse Rajapaksa no Parlamento, entre aplausos dos deputados.

"A vitória que alcançamos derrotando os LTTE é a vitória de nosso país. Proteger a população tâmil é minha responsabilidade e meu dever", acrescentou.

O presidente cingalês iniciou seu discurso em tâmil e evitou qualquer referência ao líder supremo dos LTTE, Vellupillai Prabhakaran, apesar de a guerrilha desmentir hoje a notícia de sua morte, divulgada por várias fontes oficiais.

"Todos deveriam viver sem medo. Deveriam viver com os mesmos direitos. Essa também é minha expectativa. Estar unidos e construir este país independente. Hoje libertamos o país das garras dos LTTE", assegurou.

Rajapaksa lembrou que a guerrilha é autora de magnicídios como o do ex-primeiro-ministro da Índia Rajiv Gandhi e do ex-presidente cingalês Ranasinghe Premadasa, e a qualificou como "uma das maiores organizações terroristas do mundo".

"Eles tinham sua própria administração, postos de Polícia e tribunais. Usavam tanto dinheiro que ainda é preciso contá-lo...

Nossas tropas conseguiram derrotá-los (...) Demos um exemplo para todo o mundo", disse Rajapaksa.

O Exército cingalês conseguiu aniquilar nesta segunda-feira o último ponto de resistência da guerrilha, no transcurso de uma tentativa desesperada dos rebeldes de romper o cerco no qual se encontravam, e que deixou 352 mortos entre os Tigres tâmeis.

A ofensiva do Exército nos últimos meses deixou 265 mil deslocados que o Governo confinou em acampamentos dos quais, segundo denunciam as organizações de ajuda, não têm permissão para sair.

Rajapaksa pediu hoje ajuda internacional para reconstruir o norte do país - antigo reduto guerrilheiro onde se concentra a população tâmil do país - e pediu a essa etnia que deixe de ajudar os LTTE.

A guerrilha tâmil iniciou um levante armado contra o Sri Lanka em 1983, em reivindicação a um Estado independente no norte e leste da ilha, controlada pela maioria cingalesa. Desde então, morreram mais de 70 mil pessoas, vítimas da violência. EFE daa/mh

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