Berlim, 8 nov (EFE) - O líder do Partido Social-Democrata (SPD) em Hesse, Andrea Ypsilanti, rejeitou se candidatar às eleições antecipadas desse estado alemão, após uma longa disputa com o conservador Roland Koch e devido à falta de apoio em suas fileiras a um Governo respaldado pelo A Esquerda.

Ypsilanti desistiu após lutar, durante meses, pela substituição no poder nesse estado, identificado com a metrópole banqueira e financeira que é Frankfurt e cuja primeira força é a União Democrata-Cristã (CDU) de Koch.

A líder do SPD continuará como presidente do agrupamento local do land, mas será substituída como candidata no pleito antecipado pelo deputado de Hesse Thorsten Schäfer-Gümbel, representante, como ela, da ala esquerda do partido.

Com isso, Ypsilanti cede às pressões tanto da cúpula federal do SPD como do partido local, depois que, esta semana, quatro deputados de suas fileiras anunciaram que não respaldariam sua eleição, que deveria ter acontecido na última terça-feira.

O presidente do SPD, Franz Müntefering, criticou a decisão de última hora destes dissidentes, mas convidou também Ypsilanti a admitir o erro de ter prometido em campanha que não colaboraria com A Esquerda e pretender agora respaldar uma colaboração com essa formação.

Para o SPD, a colaboração com a Esquerda é tema tabu no oeste da Alemanha, tanto pelas raízes pós-comunistas da formação quanto pela presença em suas fileiras de ex-social-democratas, como Oskar Lafontaine.

No antigo território do leste há, por outro lado, coalizões entre o SPD e A Esquerda, como a que governa na cidade-estado de Berlim.

EFE gc/db

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