Líder do Sendero Luminoso pede à CIDH anulação de seu julgamento no Peru

O fundador da guerrilha maoísta Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, entrou com um processo contra o Peru na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), pedindo a anulação do julgamento que o condenou à prisão perpétua por considerar que seus direitos foram violados, informaram seus advogados.

AFP |

Alfredo Crespo, um de seus defensores, alega que o processo peruano, concluído em outubro de 2006, "significou uma violação dos direitos do doutor Guzmán, como constam no Pacto de San José da Costa Rica e na Convenção Americana de Direitos Humanos".

O objetivo é conseguir a anulação devido a vícios processuais, explicou Crespo à AFP.

"Pedimos que a CIDH acolha esta denúncia e submeta o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos; no caso de chegar à Corte, pedimos que seja declarada a anulação do processo e que um novo seja iniciado de acordo com as normas devidas", acrescentou.

Se o pedido for aceito, Guzmán, de 74 anos, será submetido a mais um processo.

Após sua captura, em setembro de 1992, o 'presidente Gonzalo' - como era chamado por seus seguidores - foi condenado à prisão perpétua por um tribunal militar, em um julgamento sumário por "crime de terrorismo e traição à pátria".

rm/ap

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