Líder do PKK defende processo de paz com Turquia

Ancara, 5 mai (EFE).- O líder do ilegal Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Murat Karayilan, mostrou-se a favor de um processo de negociação para conseguir a paz com o Estado turco.

EFE |

"É preciso dar prioridade a silenciar as armas, e então as conversas poderiam começar", disse Karayilan, em entrevista publicada hoje pelo jornal "Milliyet" e realizada no refúgio do líder curdo nos montes de Kandil, no norte do Iraque.

"Não queremos mais derramamento de sangue. Os anos passam e estamos voltando várias vezes ao mesmo ponto. Não podem acabar com o PKK por meios militares. É algo que foi possível ver durante os últimos 25 anos", disse Karayilan.

Karayilan não respondeu, no entanto, à pergunta sobre se o PKK ampliará o cessar-fogo unilateral que termina em 1º de junho.

Também lamentou a morte de nove soldados turcos pela explosão de uma mina em 29 de abril, e disse que não foi algo planejado pela direção do grupo.

"É algo que lamentamos. Foi uma ação local (...). Os soldados foram avistados (pelos guerrilheiros) e achavam que se dirigiam contra eles. Portanto, explodiram a mina", disse Karayilan.

O líder do PKK afirmou que o Estado poderia contar com eles como interlocutores e, se isso não fosse aceitável, poderiam falar com "os políticos escolhidos", uma alusão ao Partido da Sociedade Democrática (DTP, nacionalista curdo).

Caso isso também não fosse aceitável, propôs criar uma comissão de sábios para tentar conseguir um nível de diálogo entre as duas partes.

Estas declarações são publicadas no mesmo dia em que um sargento do Exército turco morreu e outro ficou ferido em um ataque cometido no sudeste do país pelo PKK, informou hoje a televisão turca.

O ataque ocorreu esta manhã na província de Siirt, perto da localidade de Sirva e foi dirigido contra as forças antiterroristas turcas.

Segundo a versão oficial, os rebeldes do PKK abriram primeiro fogo contra a unidade militar e depois explodiram uma mina, que matou o sargento e feriu outro soldado. EFE dt/an

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