Líder do Partido Democrata pede que Berlusconi garanta união nacional

Roma, 8 abr (EFE) - O líder do Partido Democrata, Walter Veltroni, pediu hoje que seu adversário nas eleições italianas e chefe do Partido da Liberdade, Silvio Berlusconi, rejeite expressamente a violência e se comprometa a garantir a união nacional. Veltroni formulou esse pedido em carta dirigida a Berlusconi, redigida dois dias depois que o líder da Liga Norte e aliado do magnata, Umberto Bossi, ameaçou tomar os fuzis se o Governo não mudasse as cédulas eleitorais, por considerá-las confusas para os eleitores. Na carta, divulgada aos veículos de comunicação, Veltroni exige de Berlusconi um compromisso de lealdade republicana, afirmando que está em condições de assumir. O compromisso que lhe peço (...

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) está relacionado com a vida, a identidade e as instituições do país", indica a mensagem, "Com as mesmas bases de nossa convivência civil, com os valores que a presidem e que em 60 anos de história republicana permitiram à Itália se transformar em uma grande nação e uns dos pilares da nova Europa", acrescenta o documento.

Veltroni pede então que Berlusconi "se mostre disposto a garantir continuamente que a legenda a qual dirige" defenderá os quatro princípios fundamentais, governando ou participando da oposição após as eleições de 13 e 14 de abril.

Esses quatro princípios são: "a defesa da união nacional"; "a rejeição de qualquer forma de violência", incluindo sua apologia; "a fidelidade aos princípios contidos na primeira parte da constituição", e "o reconhecimento e respeito da história, da identidade nacional e dos símbolos" da Itália.

Entre tais símbolos, Veltroni destaca a bandeira do país e o hino.

A preocupação de Veltroni com a união nacional reside no fato de que a Liga Norte, partido de extrema direita, teve, em seu programa, tentativas separatistas, agora moderadas para uma orientação federal.

Berlusconi respondeu a Veltroni, dizendo que não podia aceitar uma carta de alguém que "não pode dar garantia de lealdade republicana por ser o herdeiro do Partido Comunista", lembrando que militou no Partido Comunista Italiano (PCI).

Além disso, o ex-primeiro-ministro lembrou Veltroni de que tinha jurado "três vezes fidelidade à Constituição no Palácio do Quirinal". EFE alg/bf/db

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