Londres, 22 out (EFE).- O líder do Partido Conservador britânico, David Cameron, defendeu hoje seu porta-voz de Economia, George Osborne, sobre um suposto pedido de doação ilegal e afirmou que fez bem ao não aceitar dinheiro de um milionário russo.

Os conservadores, principais opositores do Governo britânico, negam que Osborne tentasse uma doação de 50 mil libras (cerca de 62 mil euros) do milionário Oleg Deripaska, considerado o homem mais rico da Rússia, com negócios no setor de alumínio.

A doação, segundo a imprensa britânica, se daria através de uma empresa de Deripaska no Reino Unido, o que é ilegal, já que os partidos britânicos não podem aceitar doações de estrangeiros.

Cameron disse que "George Osborne fez bem em não pedir nenhum dinheiro; o Partido Conservador fez bem em não aceitar nenhum dinheiro".

Osborne, braço direito de Cameron, negou que tivesse tratado esse assunto a bordo do iate de Deripaska, mas um ex-amigo seu da Universidade, Nathaniel Rothschild, contradisse sua versão dos fatos e citou como testemunha ao gerente de fundos americano James Goodwin.

Segundo Rothschild, Goodwin - um de seus convidados no chalé que possui na ilha grega de Corfu -, assistiu à conversa na qual ele mesmo, Osborne e o arrecadador de fundos dos conservadores, Andrew Feldman, teriam falado de uma possível doação através da empresa Leyland Daf, controlada por Deripaska.

Goodwin foi assessor do ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e é cotado como futuro diretor da Rusal, principal empresa de alumínio de Deripaska.

Durante o jantar no chalé, todos seguiram falando, segundo Rothschild, da possível doação, e Osborne teria perguntado qual poderia ser o mecanismo para fazê-la chegar a seu partido.

A possibilidade de canalizá-la através da empresa que o russo possui no Reino Unido seria a forma, de acordo com ele, de "driblar" o impedimento legal. EFE jr/jp

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