Líder do Parlamento cubano não crê que incidentes rompam diálogo com os EUA

Havana, 20 fev (EFE).- O presidente do Parlamento cubano, Ricardo Alarcón, disse hoje que não acredita que o incidente da reunião de diplomatas dos Estados Unidos com dissidentes cubanos na sexta-feira, após as conversas oficiais sobre migração, rompa o diálogo entre Washington e o país.

EFE |

"Não acho que tenha que ser interrompido o diálogo, salvo que em sua vocação de mudança o senhor (Barack) Obama vá fazer o mesmo que fez o senhor (George W.) Bush anteriormente", disse Alarcón em resposta a perguntas de jornalistas sobre o futuro do diálogo bilateral.

Na sua opinião, o incidente foi uma "manifestação muito reveladora" de como com o Governo de Obama "pouco mudou a atitude americana de continuar tentando promover a subversão e intervir nos assuntos internos de Cuba".

O Governo cubano qualificou este sábado de ofensa, provocação, ingerência e apoio à "subversão" a reunião que tiveram na noite da sexta-feira em Havana os diplomatas americanos e membros da oposição.

Um comunicado do Ministério de Exteriores qualificou de "conduta ofensiva em relação às autoridades e ao povo cubano" a organização da reunião pelos americanos, e acrescentou que "evidencia sua falta de vontade real para melhorar os vínculos".

Havana acrescentou que o subsecretário de Estado adjunto para o Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, chefe da delegação dos EUA, foi advertido desde que chegou a Cuba sobre a "rejeição ao aproveitamento de sua breve estadia para organizar um evento provocador".

No entanto, a nota "reitera" a disposição cubana de "sustentar um diálogo respeitoso sobre qualquer tema com o Governo dos EUA sempre que este seja entre iguais, sem menosprezo à independência, soberania e autodeterminação".

Kelly é o funcionário americano de maior nível a visitar Cuba desde que Obama chegou à Casa Branca, e na sexta-feira liderou a missão de seu país que conversou sobre assuntos migratórios, pela segunda vez desde que foram retomados os contatos nessa matéria em julho de 2009, após seis anos suspensos. EFE arj/ma

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