Líder do Movimento de Libertação do Sudão nega envolvimento em seqüestro

Paris, 27 ago (EFE).- O líder do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), Abdel Wahid Nour, negou hoje formalmente qualquer envolvimento de seu grupo no seqüestro de um avião sudanês na localidade líbia de Kufra por supostos membros da resistência sudanesa, informou o Ministério de Assuntos Exteriores francês.

EFE |

"Tomamos nota que Abdel Wahid Nour desmentiu formalmente qualquer envolvimento de seu movimento neste assunto", disse um dos porta-vozes da diplomacia francesa, Frédéric Desagneaux.

O líder do MLS "reside regularmente em território francês, em virtude de uma autorização de estadia que renovou várias vezes", acrescentou.

Perguntado em entrevista coletiva sobre se a França aceitou que os seqüestradores voem a Paris para libertar os reféns, como reivindicavam, Desagneaux disse que, apesar de o seqüestro não envolver diretamente seu país, "da perspectiva da libertação de todos os seqüestrados, estamos disponíveis para favorecer uma solução".

"Consideramos que é preciso fazer tudo o possível para proteger a vida dos reféns", reiterou o porta-voz, sem dar mais detalhes.

Os seqüestradores disseram pertencer ao Exército de Libertação do Sudão (ALS) e mostraram sua intenção de levar o avião até a França, segundo os passageiros que foram colocados em liberdade.

Um Boeing 737 da companhia sudanesa Sun Air, que cobria a rota entre Nyala e Cartum, foi seqüestrado na terça-feira com 87 passageiros e oito tripulantes a bordo, e obrigado a aterrissar no aeroporto militar líbio de Kafra, cerca de 1.300 quilômetros ao sudeste de Trípoli.

Os passageiros foram libertados hoje, mas os membros da tripulação continuam a bordo do aparelho. EFE jaf/an

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