TEERÃ (Reuters) - O recente assassinato de um cientista iraniano foi executado ao estilo sionista, disse o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, nesta quinta-feira, na primeira declaração diretas sobre o ataque a bomba em Teerã. Autoridades e a imprensa iraniana responsabilizaram Israel, chamado por Teerã de regime sionista, e os Estados Unidos pela morte na terça-feira do professor Massoud Ali-Mohammadi. Washington disse que a acusação de envolvimento norte-americano é absurda.

"A profundidade do rancor dos inimigos pode ser observada no assassinato do professor universitário", disse Ahmadinejad, segundo a agência de notícias Isna. "A maneira como a bomba foi plantada mostra um estilo sionista e eles querem garantir que o Irã não avance".

A mídia estatal disse que Ali-Mohammadi foi morto por uma bomba detonada por controle remoto. Ele foi enterrado em Teerã na quinta-feira, com uma multidão entoando "Morte à América" e "Morte a Israel".

As autoridades iranianas retrataram o professor assassinado como sendo um cientista nuclear, mas um porta-voz afirmou que ele não trabalhava para a Organização de Energia Atômica, no centro do polêmico programa nuclear da República Islâmica.

"Eles não querem ver pensadores e cientistas no Irã e não querem ver o desenvolvimento do país", disse Ahmadinejad, referindo-se aos inimigos do Irã, segundo a agência de notícias Irna. "Os inimigos não podem tirar o conceito dos talentos do Irã matando esses talentos".

A explosão de terça-feira - ataque raro na capital iraniana - ocorreu em um momento de elevada tensão no país islâmico, sete meses depois de uma eleição presidencial contestada provocar tumultos no grande produtor de petróleo.

Também coincide com um momento delicado na disputa do Irã com o Ocidente sobre suas ambições nucleares, com as grandes potências devendo se reunir em breve para avaliar possíveis sanções adicionais contra Teerã pela recusa do governo em interromper sua atividade nuclear.

O Ocidente suspeita que a atividade nuclear iraniana tenha como objetivo o desenvolvimento de bombas. Teerã diz que quer apenas gerar eletricidade.

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