Líder do Irã diz que jovens americanos serão libertados sob fiança

Condenados à prisão por espionagem e entrada ilegal no país, Shane Bauer e Josh Fattal terão de pagar fiança de US$ 500 mil

iG São Paulo |

Os americanos Shane Bauer e Josh Fattal, condenados a oito anos de prisão por espionagem e entrada ilegal no Irã, serão libertados sob fiança, anunciou nesta terça-feira o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. De acordo com o advogado dos dois jovens, Massoud Shafii, eles terão de pagar uma fiança de cerca de US$ 500 mil cada um (R$ 838,3 mil).

Ahmadinejad fez o anúncio em entrevista à emissora americana NBC. Depois, ao jornal Washington Post, afirmou que os dois jovens serão libertados em dois dias. Segundo ele, trata-se de um “gesto humanitário” e um “perdão unilateral”.

AFP
Shane Bauer (esq) e Josh Fattal são vistos durante julgamento em Teerã (06/02/2011)

Em comunicado, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que busca “detalhes” sobre a libertação dos americanos. “Estamos cientes destas informações da imprensa e estamos trabalhando com a Suíça (que representa os interesses americanos no Irã, em razão da ausência de relações diplomáticas bilaterais) para obter mais detalhes", disse o texto.

Em 21 de agosto, o procurador-geral de Teerã, Abbas Jaafari Doulat Abadi, confirmou oficialmente a sentença de oito anos de prisão para Bauer e Fattal, detidos em 2009 ao lado de Sarah Shourd quando faziam trilhas em uma área montanhosa do Curdistão iraquiano, onde a fronteira entre Irã e Iraque é difusa.

Há um ano, Sarah foi libertada por motivos de saúde e humanitários, pagando uma fiança de US$ 500 mil. Ela voltou para os EUA, mas seus dois companheiros permaneceram em uma prisão de Teerã.

Ao confirmar a sentença de Bauer e Fattal, Abadi esclareceu que os condenados tinham 20 dias para recorrer da sentença, o que foi feito pelo advogado de ambos.

A audiência final do julgamento contra Fattal, Bauer e Sarah ocorreu em 31 de julho e a sentença, segundo a lei, devia ter sido divulgada antes de 7 de agosto.

Em 6 de agosto, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, manifestou que estava torcendo para que o julgamento de Fattal e Bauer resultasse na libertação dos dois e acrescentou que a justiça iraniana tinha seguido o caso de forma "justa".

Ao mesmo tempo, Salehi pediu "a libertação dos iranianos detidos nos EUA" e citou Shahrzad Mir Gholi Khani, acusada de espionagem pelas autoridades de Washington.

Os três acusados tinham se declarado inocentes e haviam pedido a absolvição. Segundo eles, em nenhum momento tiveram intenção de entrar em território iraniano. Eles disseram ter se perdido e errado o caminho.

Com AFP e EFE

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