Beirute, 10 abr (EFE).- O secretário-geral do grupo radical libanês Hisbolá, xeque Hassan Nasrallah, negou hoje que a organização tenha planejado algum ataque no Egito, mas reconheceu que um dos detidos pelas autoridades egípcias faz parte dela.

"Nego qualquer intenção do Hisbolá de agredir qualquer interesse do Egito ou de qualquer outro lugar", assegurou Nasrallah em uma videoconferência transmitida por canais de televisão libaneses.

Desta forma, o líder do grupo xiita libanês se referia às acusações feitas há dois dias pelo procurador-geral do Egito, Abdel Meguid Mahmoud, o qual disse que o Hisbolá planejava ataques no país africano e que tinha enviado vários de seus militantes a terras egípcias para tanto.

Uma fonte policial, que pediu para não ser identificada, disse à Agência Efe que as forças de segurança egípcias detêm há meses cerca de 50 pessoas acusadas de realizarem trabalhos de apoio ao grupo islamita palestino Hamas e ao Hisbolá.

Nasrallah afirmou que um desses detidos, identificado como Sami Shihab, é membro de seu grupo, e que estava no Egito em "uma missão para transportar equipamento à resistência palestina" na Faixa de Gaza.

Mesmo assim, Nasrallah destacou que "essa é a única coisa que não foi mencionada pelo procurador-geral" quando este divulgou as acusações.

"Outras acusações são fabricações que têm o objetivo de pôr os egípcios contra o Hisbolá", afirmou o clérigo xiita.

Nasrallah explicou que seu grupo é "um partido libanês" que não tem ramificações em nenhum outro país. EFE ks-nq-ssa/bba

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.