Líder do Hamas vai à Jordânia após 10 anos para funeral do pai

Amã, 29 ago (EFE).- O líder máximo do Hamas, Khaled Mashaal, residente em Damasco, foi hoje à Jordânia pela primeira vez em dez anos, graças à permissão concedida pelas autoridades jordanianas para que ele assistisse ao enterro do pai, que morreu na sexta-feira, em Amã.

EFE |

Um comunicado oficial jordaniano indicou que Meshaal liderou o cortejo funerário do pai, cujo caixão passou pelo bairro de Suwaileh, na capital, em uma procissão da qual participaram cerca de 2 mil simpatizantes do grupo islâmico palestino, incluindo membros dos Irmãos Muçulmanos jordanianos, próximos ao Hamas.

Para a ocasião, a Prefeitura de Amã estabeleceu uma tenda para que Mashaal pudesse receber as condolências pela morte do pai, Abdul Rahim Mashaal, de 91 anos.

A viagem à Jordânia do dirigente islâmico foi possível graças às ordens dadas pelo próprio rei Abdullah II da Jordânia, que permitiu sua entrada no país por "considerações puramente humanitárias", segundo a nota.

Mashaal e outros quatro dirigentes do Hamas, todos eles com nacionalidade jordaniana, foram deportados da Jordânia ao Catar em 1999, depois que o Governo de Amã decidiu fechar os escritórios do grupo palestino nesta capital.

A Jordânia reconhece oficialmente a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e seu presidente, Mahmoud Abbas - líder do grupo nacionalista Fatah, facção rival do Hamas -, como representante do povo palestino.

Apesar de os responsáveis jordanianos terem insistido em que a visita de Mashaal não tem conotações políticas, a imprensa local não descarta que as autoridades da Jordânia estejam interessadas em ajudar o Egito em seus esforços para conseguir a reconciliação entre Hamas e Fatah. EFE ajm/an

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