LONDRES (Reuters) - O Hamas está pronto para conversar com o presidente eleito dos Estados Unidos, mas Barack Obama deve respeitar os direitos e opiniões do grupo islâmico palestino, disse o líder da organização Khaled Meshaal em uma entrevista no sábado. Em uma visita a Israel em julho, Obama minimizou as chances de negociar com o Hamas a não ser que o grupo renuncie à violência e reconheça o direito de o Estado de Israel existir.

Sob a atual administração de George W. Bush, os Estados Unidos recusaram-se a conversar com Hamas.

"É uma grande mudança, política e psicológica, e isso é digno de nota e eu parabenizo o presidente Obama", disse Meshaal na entrevista que concedeu ao site da Sky News desde a capital da Síria, Damasco.

"Mas como resultado da eleição e da mudança, ele deve saber que tem deveres para com os Estados Unidos e o mundo todo e em pontos-chave, especialmente o Oriente Médio."

"Nós estamos prontos para o diálogo com o presidente Obama e com o novo governo americano com uma mente aberta, tendo por base que o governo americano respeite nossos direitos e nossas opiniões",disse Meshaal à Sky.

Ele afirmou que o novo governo não terá escolha a não ser negociar com o Hamas se pretende resolver os problemas na região, "porque nós somos uma força real em solo".

Os palestinos estão divididos entre o Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, e o hamas, que venceu as eleições parlamentares de 2006. Durante sua visita em julho, Obama pediu apoio a Abbas e ao primeiro-ministro Salam Fayyad, que apóia uma solução negociada para o conflito.

(Reportagem de Jodie Ginsberg)

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