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Líder do Hamas rejeita oferta israelense de Estado estranho

DAMASCO - O líder do Hamas, Khaled Meshaal, condenou nesta quinta-feira a oferta israelense de um Estado palestino desmilitarizado. Ele disse que seria uma grande prisão, e afirmou que apenas a luta armada poderá restaurar os direitos palestinos.

Reuters |

AP
Líder do Hamas discursa em Damasco
Em um discurso neste mês, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deu apoio à proposta dos Estados Unidos de formação de um Estado palestino, mas disse que ele deveria ser desmilitarizado e os palestinos teriam que aceitar Israel como uma nação judaica.

"O Estado que Netanyahu falou, com o controle dele sobre terra, mar e ar, é uma entidade muito estranha e uma grande prisão, não um país adequado para um grande povo", afirmou Meshaal, num discurso em Damasco, capital da Síria, para partidários do Hamas, grupo islâmico que venceu as eleições palestinas em 2006.

Meshaal afirmou que a noção de um Estado exclusivamente judaico é um anátema para os palestinos porque significa renunciar ao que descreveu como o direito de 6 milhões de refugiados palestinos de retornar à sua pátria, no que hoje é Israel.

"Alertamos contra qualquer leniência dos árabes nessa questão. As declarações feitas pelos líderes dos inimigos sobre um Israel judaico são racistas, não diferentes do fascismo italiano e do nazismo de Hitler", disse Meshaal, que vive exilado na Síria.

Discurso de Obama

O objetivo do discurso de Meshaal também era responder ao pronunciamento feito pelo presidente norte-americano, Barack Obama, ao mundo muçulmano, no dia 4 de junho. Nele o presidente americano reafirmou o objetivo dos EUA de criação de um Estado palestino ao lado de Israel, em terras ocupadas pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias, de 1967.

Obama também quer o fim das construções nos assentamentos judaicos na Cisjordânia -- exigência que é um ponto de desentendimento entre ele e Netanyahu.

Meshaal disse que o Hamas preza o que definiu como nova linguagem de Obama, que poderia ser o começo de um "diálogo incondicional" entre os EUA e o grupo islâmico palestino.

"A negociação com o Hamas e os movimentos de resistência palestinos deve ser baseada no respeito do desejo do povo palestino e em sua escolha democrática, e não na imposição de condições, como aquelas do quarteto", disse.

Meshaal se referia às exigências do chamado quarteto, formado pelos EUA, Rússia, União Europeia e Nações Unidas, de que o Hamas renuncie à luta armada e aceite os acordos de paz firmados anteriormente.

O Hamas já rejeitou várias vezes essas condições. O grupo assumiu o controle da Faixa de Gaza em 2007, depois de expulsar da região as forças de segurança leais ao presidente palestino, Mahmoud Abbas.


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