Líder do Hamas inicia 1ª viagem internacional desde 2007

Serão visitados países muçulmanos, principalmente aqueles em que o islamismo ganhou força recentemente, como Egito e Turquia

EFE |

O líder do governo palestino do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, iniciou neste domingo sua primeira viagem ao exterior desde 2007, na qual visitará Egito, Sudão, Turquia, Tunísia, Bahrein e Catar, informou um de seus assessores, Youssef Rezqa.

Reuters
Líder do Hamas Ismail Haniyeh que não fazia visitas diplomáticas desde 2007
sairá da faixa rumo ao Egito pelo acesso de Rafah para iniciar um périplo destinado a obter apoio para a causa palestina e a reconstrução de Gaza, explicou Rezqa em comunicado. Na agenda estão dois países com uma crescente influência do islamismo após a queda dos antigos regimes - Egito e Tunísia - e outro, a Turquia, que está refazendo seu mapa de prioridades estratégicas e cuja tradicional aliança com Israel está abalada.

A viagem, que inclui apenas países muçulmanos, é a primeira de Haniyeh desde que seu movimento, o islâmico Hamas, tomou o controle completo de Gaza após derrotar as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, em junho de 2007. Haniyeh foi então destituído por Abbas como primeiro-ministro, o que gerou dois governos palestinos separados geográfica e ideologicamente: o islamita do Hamas, em Gaza, e o nacionalista da ANP, sustentado pelo Fatah, na Cisjordânia.

A maior parte dos dirigentes árabes optou por continuar tratando com Abbas e evitar ou manter relações superficiais com Haniyeh. No domingo passado, no entanto, o emir do Catar, Hamad Bin Khalifa al-Zani, convidou Haniyeh a visitar o emirado, o que no final se transformou em uma viagem cuja agenda foi crescendo pouco a pouco durante a semana.

Após sua vitória nas eleições legislativas palestinas de 2006, o Hamas foi boicotado pela União Europeia (UE) e os Estados Unidos (EUA) por sua rejeição a cumprir as condições do Quarteto para o Oriente Médio (UE, EUA, ONU e Rússia): renunciar à violência, e reconhecer Israel e os acordos assinados por israelenses e palestinos

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