Líder do Hamas afirma que resistência continuará até que Israel sucumba

Damasco, 12 jan (EFE).- O líder do Hamas, Khaled Mashaal, exilado em Damasco, afirmou hoje que a resistência continuará até que Israel sucumba e levante o cerco sobre o povo palestino de Gaza.

EFE |

"Fiquem aliviados, porque a resistência continua na arena política e no terreno, e não se romperá diante da agressão, assim como nossa gente não se romperá apesar das feridas profundas, sua dor profunda, massacres, demolição, castigo coletivo e assassinatos maciços", disse Mashaal.

O secretário-geral do escritório político do grupo islâmico palestino fez estas declarações em reunião com membros de sindicatos árabes em Damasco.

Esta reunião também teve a presença dos secretários-gerais das facções Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral, Ahmad Yibril, e da Jihad Islâmica, Ramadan Abdallah Shalah.

Além disso, Mashaal pediu aos árabes que continuem se manifestando nas ruas até que acabe o ataque a Gaza, as tropas israelenses se retirem do território palestino e sejam abertas as passagens fronteiriças.

Uma delegação do Hamas deve chegar esta noite ao Egito para continuar os contatos com as autoridades egípcias para colocar fim às hostilidades em Gaza.

O representante do Hamas no Líbano, Osama Hamedan, anunciou que o grupo dará hoje ou amanhã sua resposta definitiva à iniciativa egípcia de paz, sobre a qual continuou negociando, apesar de a ter rejeitado na quinta-feira passada.

O Egito apresentou um plano para dar uma solução para a crise em Gaza que contempla uma trégua entre Israel e as facções palestinas por um período limitado e a abertura dos postos fronteiriços, além da realização de uma reunião urgente entre as duas partes e o relançamento do diálogo interpalestino.

O Estado israelense iniciou uma ofensiva militar na Faixa de Gaza em 27 de dezembro, que já deixou mais de 900 mortos e 4,1 mil feridos, segundo o último saldo de vítimas palestinas divulgado hoje pelo escritório de imprensa do Hamas, que controla o território palestino.

Da parte israelense, 15 pessoas - entre elas dez soldados - morreram desde o começo da operação. EFE gb/an

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