Líder deposto de Honduras deve ter encontro com Hillary

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, partiu nesta segunda-feira de Manágua, a capital nicaraguense, com destino a Washington, onde deverá se encontrar com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Este será o encontro de mais alto nível já mantido entre uma autoridade americana e o líder hondurenho, afastado do poder no domingo passado.

BBC Brasil |

Antes, Zelaya já havia se reunido com represenatantes do Departamento de Estado menos graduados:o secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, e Dan Restrepo, o principal assessor para a América Latina do Conselho de Segurança Nacional.

O governo do presidente Barack Obama não reconheceu a autoridade do governo interino hondurenho, encabeçado pelo presidente Roberto Micheletti, e pediu a recondução imediata de Zelaya ao cargo.

Reuters

Militares bloqueiam rua da casa presidencial, na capital de Honduras

A despeito da ampla condenação, os Estados Unidos não chegaram a retirar seu embaixador de Tegucigalpa, a capital hondurenha, diferentemente das demais nações latino-americanas e da Espanha.

Deposição

Zelaya foi deposto por um grupo de 200 militares que invadiram o Palácio Presidencial e obrigaram-no a embarcar em um vôo com destino à Costa Rica.

No dia em que foi afastado, o líder deposto pretendia realizar uma consulta popular com vistas à criação de uma Assembléia Constituinte.

Segundo os críticos do presidente deposto, a intenção de Zelaya seria, através da Assembleia Constituinte, se manter no poder por um período que ultrapassasse o final de seu mandato de quatro anos, que termina em janeiro do ano que vem.

A Constituição hondurenha só admite mandatos de quatro anos por vez para seus mandatários, sem direito à reeleição.

Delegação

Paralelamente à visita de Zelaya, o governo interino hondurenho também enviou a Washington uma delgação que visa promover negociações com a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Os 33 integrantes do bloco decidiram, por unanimidade, suspender o país da organização neste final de semana. De acordo com Micheletti, o envio da missão é uma forma de romper com o isolamento em que Honduras se encontra desde a deposição de Zelaya.

O grupo também deverá se encontrar com congressistas e jornalistas americanos, a fim de explicar as razões que teriam levado à deposição de Zelaya.

Assista à reportagem da crise política em Honduras:




Leia também:


Entenda:

Leia mais sobre: Honduras

    Leia tudo sobre: euagolpehillary clintonhonduras

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG