Líder deposto de Honduras adia plano de voltar ao país

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse nesta quarta-feira que adiou seu plano de voltar ao país centro-americano até sábado. Zelaya, que pretendia viajar para Honduras nesta quinta-feira, afirmou que irá esperar o fim do prazo dado pela Organização de Estados Americanos (OEA), que deu um ultimato de 72 horas para que o governo interino hondurenho reconduza Zelaya ao poder.

BBC Brasil |


Reuters
Manuel Zelaya desembarca no Panamá para a posse do novo presidente do país

Zelaya desembarca no Panamá para a posse do novo presidente do país

Pelos termos do documento divulgado pela OEA nesta quarta-feira, caso o governo interino hondurenho não reconduza Zelaya à Presidência, Honduras poderá ser expulsa da entidade.

A organização, sediada em Washington, realizou uma reunião de emergência na terça-feira, que contou com a presença de Zelaya. Antes de participar do encontro, o líder hondurenho discursou na sede da ONU, em Nova York.

Em Washington, Zelaya se encontrou com representantes do Departamento de Estado americano - o secretário-assistente e para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Thomas Shannon, e Dan Restrepo, o principal assessor para a América Latina, do Conselho de Segurança Nacional.

Legitimidade

Zelaya foi afastado do poder no domingo, quando um grupo invadiu o Palácio Presidencial e obrigou o presidente a embarcar em um avião rumo à Costa Rica.

No lugar de Zelaya, os legisladores hondurenhos empossaram como presidente interino o então líder do Congresso, Roberto Micheletti.

A deposição do presidente hondurenho eleito foi condenada por todos os governos latino-americanos, pela ONU e pelos países que integram a OEA, que se recusaram a reconhecer o novo governo interino.

Diversos governos retiraram os seus embaixadores de Honduras. O Itamaraty informou que o representante brasileiro no país, que se encontra em Brasília, não retornará à capital hondurenha, Tegucigalpa.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira a suspensão dos exercícios militares conjuntos que pretendiam realizar com Honduras. Apesar disso, o governo americano não retirou o seu embaixador de Tegucigalpa.

O presidente deposto Manuel Zelaya está atualmente no Panamá para a posse do presidente Ricardo Martinelli.

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