Líder democrata no Senado se reunirá nesta quarta com substituto de Obama

Washington, 5 jan (EFE).- O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, se reunirá nesta quarta-feira com Roland Burris, que foi escolhido para ocupar o assento deixado vago pelo presidente eleito, Barack Obama, para resolver a polêmica sobre a nomeação, informaram hoje fontes legislativas.

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Apesar das críticas democratas, Burris, de 71 anos, foi nomeado pelo governador de Illinois, Rod Blagojevich, para substituir Obama no Senado.

Os democratas se opõem à escolha de Burris, ex-procurador-geral de Illinois, porque o governador é acusado de corrupção por tentar "vender" o assento deixado vago por Obama ao ser eleito presidente.

Blagojevich, que está livre após ter pagado uma fiança, foi detido em 9 de dezembro sob acusações de conspiração em relação à sua suposta tentativa de "vender" a cadeira do líder eleito em troca de favores políticos ou contribuições monetárias.

Burris, que até agora não teve o nome envolvido no escândalo político e defendeu a legitimidade de sua indicação, deve chegar hoje a Washington para preparar reuniões com líderes democratas do Senado.

Além disso, o ex-procurador-geral de Illinois afirma que irá ao Capitólio nesta terça-feira para tomar posse do cargo, junto aos demais senadores, durante o início oficial da 111ª sessão legislativa.

Burris não descarta apresentar uma ação legal se os democratas se opuserem a que assuma como o único afro-americano no Senado.

Os republicanos rejeitam também a nomeação e recomendaram como única opção viável a convocação de uma eleição especial para buscar um substituto a Obama no Senado.

Reid pretende se reunir hoje à tarde com o líder da minoria republicana, Mitch McConnell, com a intenção de "resolver este assunto de forma bipartidária".

Segundo os observadores, entre os cenários possíveis para o desenlace deste drama está que o Senado recorra a manobras parlamentares para rejeitar Burris, ou que o aceite, mas envie a nomeação ao Comitê de Regras da Câmara Alta para que revise o caso e tome uma decisão definitiva.

Enquanto isso, um comitê da legislatura estadual continua fazendo gestões para retirar Blagojevich do cargo de governador de Illinois e, após analisar um documento judicial de 54 páginas que contém as acusações contra o líder, pode anunciar uma decisão ainda esta semana. EFE mp/db

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