Líder democrata no Senado defende lei contra crimes de ódio nos EUA

Washington, 15 jun (EFE).- O líder da maioria democrata do Senado dos Estados Unidos, Harry Reid, e vários defensores dos direitos civis pediram hoje a aprovação de uma lei que busca prevenir os crimes de ódio no país.

EFE |

O congressista concedeu uma entrevista coletiva que contou com a participação de Michael Lieberman, da Liga Antidifamação; Wade Henderson, da Conferência sobre Direitos Civis; Joe Salmonese, da Campanha Direitos Humanos, e Janet Murguía, presidente do Conselho Nacional da Raça.

Reid explicou que a lei permitirá julgar aqueles que escolhem suas vítimas por raça, cor, religião, nacionalidade, etnia, gênero ou pela orientação sexual, entre outros motivos.

O líder democrata pretende submeter à votação a lei, denominada "Matthew Shepard", em homenagem a um estudante de 21 anos que foi assassinado em 1998 por ser homossexual, antes que o Congresso entre em recesso, em agosto.

O Departamento de Justiça americano calcula que, no país, ocorrem centenas de delitos de ódio ao dia, aos quais Reid qualificou de "espantosos".

O líder democrata e os defensores de direitos civis defendem a aprovação da lei uma semana depois que um segurança negro foi assassinado no Museu do Holocausto por um veterano da Segunda Guerra Mundial, que seria simpatizante de grupos da denominada "supremacia branca".

As estatísticas são alarmantes, afirmou Henderson, que lembrou que, desde 2000, o número de grupos extremistas nos EUA dobrou.

Murguía, por sua vez, destacou que os números do FBI (Polícia federal americana) indicam um aumento de quase 40% entre 2003 e 2008 nos crimes de ódio cometidos contra latinos nos EUA. EFE cae/db

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