Líder democrata acha difícil Congresso aprovar novo pacote econômico

Washington, 7 nov (EFE) - O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, quer que o Congresso aprove um plano de estímulo econômico, mas a falta de consenso com a Casa Branca sobre o assunto levantou dúvidas sobre se será realizada uma sessão legislativa pós-eleitoral.

EFE |

A declaração foi feita hoje em entrevista coletiva pelo líder da maioria democrata na Câmara de Representantes, Steny Hoyer.

"Claramente não faz sentido que façamos algo (a sessão) se a Administração assume a postura de que não vai apoiar", disse Hoyer.

Apesar de não ter sido feito um anúncio oficial, acredita-se que a curta sessão pós-eleitoral, conhecida em inglês como "lame duck", será realizada a partir de 17 de novembro.

Tradicionalmente, a sessão abreviada, da qual participam tanto os que perdem quanto os que conquistam a reeleição, serve para repassar ou submeter à votação projetos pendentes na agenda do Congresso.

Para a oposição democrata, o plano de estímulo é, por enquanto, sua máxima prioridade legislativa e o tempo pressiona, especialmente em um momento em que os relatórios econômicos não prevêem boas notícias a curto prazo.

Um relatório do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos indicou hoje que a taxa nacional de desemprego subiu para 6,5%.

O Congresso enfrenta fortes pressões tanto do setor empresarial - principalmente do setor automotivo - quanto de grupos que defendem a adoção de medidas que favoreçam as classes média e trabalhadora.

No entanto, Hoyer disse hoje que as negociações entre líderes do Senado e representantes da Casa Branca estão estagnadas.

"Ainda não temos nenhum acordo", afirmou Hoyer, que destacou que "não seria muito útil" convocar uma sessão especial do Congresso se não houver um compromisso firme dos dois partidos para a aprovação do projeto de lei.

Os democratas querem que qualquer plano pactuado com a minoria republicana inclua a extensão de benefícios para os desempregados, cupons de alimentação para os pobres, melhor cobertura médica para as crianças e idosos, e mais investimento na infra-estrutura e no transporte.

A Administração Bush expressou ceticismo com algumas das propostas.

"Tem que ser aprovado um pacote de estímulo antes ou depois de tomar posse", disse Obama em sua primeira entrevista coletiva em Chicago, Illinois, após vencer as eleições na última terça-feira.

O democrata, que se reuniu com seus assessores econômicos, disse que, "sem dúvida, são necessárias mais medidas" contra a crise e destacou que se não houver um pacote de estímulo antes de 20 de janeiro, essa será sua primeira tarefa ao chegar à Casa Branca. EFE mp/db

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