Corte Suprema da Itália autorizou que seja submetida à eutanásia." / Corte Suprema da Itália autorizou que seja submetida à eutanásia." /

Líder de Toscana pede que clínicas permitam eutanásia à jovem italiana

ROMA - O presidente do Conselho Regional da Toscana, Riccardo Nencini, pediu que os centros médicos da região que dirige se ofereçam para desligar Eluana Englaro, a jovem italiana em estado vegetativo há 17 anos à qual a http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/11/14/supremo_italiano_autoriza_suprimir_alimentacao_assistida_de_mulher_em_coma_2113853.html target=_topCorte Suprema da Itália autorizou que seja submetida à eutanásia.

Redação com EFE |

"Que seja Toscana que ofereça a Eluana Englaro, se assim for necessário, esse digno acompanhamento no final de sua vida, que pode ser lido na sentença do Supremo", afirma Nencini em comunicado de imprensa divulgado hoje.

"A Toscana construiu antes que outros países os valores que estão nos fundamentos dos direitos do homem, do respeito de sua dignidade e identidade".

O presidente da região italiana pede que seja diferenciado entre a ética e o direito que, segundo ele, Eluana tem de morrer, algo pelo que lutou seu pai, Giuseppe Englaro, até conseguir que, em 13 de novembro, o Supremo autorizasse a retirar a sonda que mantém a jovem viva.

Em Milão, um homem olha as fotos de Eluana Englaro / Arquivo 


"Eu tenho grande respeito por quem pensa com fé e amor em um pai celestial em nome do qual toda forma de vida, inclusive a vegetativa, é defendida, mas existe também o respeito pelo pai terreno, em cujo lugar ninguém gostaria de estar, que quer acompanhar Eluana até o final de sua vida", diz Nencini.

"É em nome deste pai que devemos oferecer uma oportunidade. Toscana não pode ficar de lado, em nome do patrimônio dos valores sobre os quais fundou sua identidade histórica", acrescenta.

O jornal italiano "Corriere della Sera" publicou na quarta-feira que Giuseppe Englaro ainda procura uma clínica particular ou pública que desligue a sonda que mantém viva a filha, como tinha pedido à Justiça em uma batalha que durou mais de dez anos.

Segundo o jornal, Roberto Formigoni, o presidente da região da Lombardia, "proibiu" os centros médicos de acolherem Eluana, de 38 anos, que ainda permanece na clínica Talamoni em Lecco, perto de Milão.

Reações políticas

Na ocasião da aprovação da eutanásia de Englara pela Corte Suprema, teve início uma grande onda de reações por parte do mundo político e de vários setores da sociedade, que nestes anos de batalha legal se mostraram divididos.

"O Supremo autoriza o primeiro homicídio de Estado em nome do povo italiano", disse me novembro o deputado da União de Democratas Cristãos e de Centro, Luca Volontè, que criticou os magistrados por emitirem "sentenças bárbaras e homicidas".

Para Marco Cappato, eurodeputado italiano pelo Partido Radical, um dos que mais luta pela adoção da eutanásia no país, a sentença "se limita a aplicar a Constituição", que prevê que "ninguém seja obrigado a um determinado tratamento de saúde".

O Vaticano também tinha se expressado sobre o caso por meio do presidente do Pontifício Conselho para a Saúde, cardeal Javier Lozano Barragán, que qualificou de "monstruosidade desumana e um assassinato" a possibilidade de suspender a alimentação da mulher em coma.

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