Cairo, 10 dez (EFE).- O líder da União das Cortes Islâmicas (UCI), Sharif Sheikh Ahmad, explicou hoje em entrevista ao canal de televisão Al Jazira, do Catar, que voltou a Mogadíscio para comprovar a retirada das tropas etíopes da Somália.

Sheikh Ahmad retornou hoje à capital somali dois anos depois de a UCI ter sido expulsa de seu país pelas tropas que a Etiópia mandou em ajuda ao Governo de Transição, que agora governa a Somália.

Hoje, o xeque é chefe da Aliança para a nova Libertação da Somália (ARS), um grupo relativamente moderado que se cindiu no ano passado do Al-Shabab, braço militar da UCI, que controlou a Somália até 2006.

"A retirada das tropas etíopes foi estipulada e as autoridades responsáveis nos informaram que deixariam" a Somália, afirmou Sheikh Ahmad à rede de TV.

O líder islâmico assegurou, além disso, que antes de seu retorno a Mogadíscio, "já se produziram sinais da saída das tropas etíopes" da Somália, e reiterou que retornou para assegurar sua retirada.

Segundo Sheikh Ahmad, outro objetivo de sua volta é explicar o acordo assinado em agosto passado em Djibuti entre o Governo Federal de Transição e a ARS, que estabelece a retirada das tropas etíopes do país antes do fim deste ano.

Quanto à substituição das forças da Etiópia por outras da ONU, como tinha proposto anteriormente, Ahmad se limitou a dizer que os próprios somalis devem cooperar para manter a segurança de seu país.

O líder opositor descartou que durante sua estadia se reúna com algum responsável político etíope, e assinalou que sua atual visita foi organizada em colaboração com a ONU e não com a Etiópia. EFE hh/rr

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