Líder de extrema-direita é julgado por racismo na Holanda

Geert Wilders é acusado de incitar discriminação dos muçulmanos; ele chamou o islã de facista e defendeu a proibição do Alcorão

AFP |

AP
Geert Wilders é visto no tribunal
Começou nesta segunda-feira o julgamento do deputado holandês Geert Wilders, líder do partido de extrema-direita PVV, por incitação ao ódio racial e à discriminação dos muçulmanos.

Wilders, 47 anos, cujo Partido pela Liberdade (PVV) anunciou que apoiará um futuro governo liberal-democrata-cristão, evitou a imprensa ao chegar no tribunal, em Amsterdã.

Dezenas de opositores a Wilders se reuniram no local e policiais estabeleceram um cordão de isolamento.

O deputado pode ser condenado a um ano de prisão ou a pagar 7.600 euros de multa por ter afirmado que o islã é "fascista" e ter defendido a proibição do Alcorão, que chegou a comparar ao livro "Mein Kampf" de Adolf Hitler, em declarações feitas entre outubro de 2006 e março de 2008.

Ele também é acusado de incitar o ódio racial e a discriminação em relação aos muçulmanos e aos estrangeiros não ocidentais, em particular os marroquinos, assim como por insultos aos muçulmanos.

O partido de Wilders foi o terceiro mais votado nas eleições legislativas de junho e tem 24 deputados dos 150 do Parlamento.

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