Líder de extrema-direita declara apoio a Netanyahu

O líder do partido de extrema direita Israel Beiteinu, Avigdor Lieberman, declarou apoio nesta quinta-feira ao líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, para liderar a nova coalizão de governo de Israel.

BBC Brasil |


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Com os votos dos 15 deputados do Israel Beiteinu, Netanyahu passa a ter o apoio de 65 dos 120 membros do Parlamento, o que lhe assegura o cargo de próximo primeiro-ministro de Israel.


Netanyahu está mais perto de ser premiê de Israel

Depois de receber o apoio dos partidos de extrema-direita e partidos ultra-ortodoxos, Netanyahu obteve nesta quinta-feira o reforço que estava precisando para ser nomeado líder da próxima coalizão governamental.

Lieberman, que na última semana negociou tanto com o Likud como com o partido de centro Kadima, e obteve promessas de apoio de ambos os partidos a suas propostas politicas, acabou optando pelo Likud.

O governista Kadima, liderado pela atual ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, contou com o apoio de apenas 28 parlamentares, número exato de membros de seu próprio partido.


Tzipi Livni ainda luta por indicação

Todos os outros partidos do bloco de centro-esquerda se negaram a recomendar Livni ao presidente Peres.

O Partido Trabalhista e o social democrata Meretz retiraram o apoio a Livni depois que souberam dos acordos entre o Kadima e o Israel Beiteinu.

Os três partidos que representam os cidadãos árabes israelenses não tinham intenção de recomendar Livni, por sua linha politica.

Com 28 votos para Livni e 65 para Netanyahu, já não restam dúvidas sobre quem será o próximo primeiro-ministro de Israel.

Avigdor Liberman propôs um governo de união nacional "baseado nos três maiores partidos" - Kadima, Likud e Israel Beiteinu - porém Tzipi Livni já afirmou que "não servirá de enfeite em um governo de paralisia politica".

Nas circunstâncias atuais e se o Kadima não concordar em entrar em um governo de união com o Likud, não restará a Netanyahu outra alternativa exceto compor uma coalizão de direita, extrema-direita e partidos ultra-ortodoxos.

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