Bogotá, 17 jul (EFE).- Um juiz condenou hoje a 40 anos de prisão o máximo comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, pela morte de 22 pessoas e o sequestro de 28, todas estas últimas policiais, durante a tomada de um município em 1999.

Alfonso Cano e Luciano Marín Arango, conhecido como "Ivan Márquez", outro membro da cúpula das Farc e que também teve uma condenação a 40 anos, foram julgados à revelia pela tomada de Puerto Lleras, no sul da Colômbia, em julho de 1999.

Um tribunal da cidade de Villavicencio os considerou responsáveis pelos crimes de sequestro com extorsão, homicídio agravado e rebelião.

Dez civis e 11 policiais morreram no incidente, afirmou a Procuradoria, em comunicado. Além disso, os guerrilheiros levaram sequestrados 28 policiais quando deixaram a localidade.

Há dois dias, "Alfonso Cano" e outros membros da liderança rebelde também foram condenados por responsabilidade em um massacre de 22 pessoas cometido em 2001 no município colombiano de Tierra Alta.

Um tribunal da cidade de Montería declarou culpados Alfonso Cano, Ivan Márquez, Rodrigo Londoño (conhecido como "Timochenko"), Jorge Briceño Suárez (conhecido como "Mono Jojoy") e Jhoverman Sánchez (conhecido como "Manteco") pelos crimes de homicídio agravado e rebelião.

O secretariado das Farc recebeu dezenas de condenações emitidas por diversos juízes. EFE fer/an

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