Líder da oposição volta ao Zimbábue para segundo turno das eleições

Harare, 24 mai (EFE).- O líder da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, voltou hoje ao país vindo da África do Sul, onde estava morando desde as eleições gerais de 29 de março, para liderar a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais.

EFE |

Tsvangirai havia anunciado seu retorno para o final de semana passado, mas adiou sua volta porque, segundo denúncia de seu partido, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), havia um plano para assassiná-lo.

O Governo do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, negou taxativamente as acusações do MDC e as classificou como "propaganda política".

Ao chegar ao Aeroporto Internacional de Harare, Tsvangirai não falou com a imprensa, e, cercado por guarda-costas e membros do partido, deixou rapidamente o local em um comboio de três carros.

Ao deixar Johanesburgo, Tsvangirai disse que estava "muito seguro e feliz" por voltar ao seu país, apesar do suposto plano para matá-lo.

O segundo turno das eleições presidenciais acontecerá no dia 27 de junho, e, nelas, Tsvangirai enfrentará Mugabe, no poder desde 1980 e líder do partido da situação, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), que ficou em segundo lugar no pleito de março.

Tsvangirai estava fora do Zimbábue desde 8 de abril, quando lançou uma iniciativa diplomática pela África e por alguns países europeus para pressionar Mugabe a entregar o poder, já que, segundo o MDC e seu líder, o presidente zimbabuano tinha perdido as eleições.

No entanto, a Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC, em inglês) anunciou no dia 2 que Tsvangirai tinha recebido apenas 47,9% dos votos, contra 43,2% de Mugabe, e que, por isso, era necessária a realização de um segundo turno.

Apesar do anúncio da ZEC, o MDC insiste em que Tsvangirai venceu o primeiro turno com 50,3% dos votos, afirma que a revisão da apuração foi um "assalto à mão armada" e prometeu que "arrasará" no segundo turno.

Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, assim como Estados Unidos, Reino Unido - a antiga metrópole colonial - e outros países europeus denunciaram a campanha de violência e intimidação da Zanu-PF contra os correligionários de Tsvangirai e puseram em dúvida se o segundo turno será livre e justo. EFE jo/wr/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG