Líder da oposição pede crescimento econômico em prol do povo angolano

Johanesburgo, 4 set (EFE).- Isaias Samakuva, líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), pretende fazer com que, após as eleições legislativas de amanhã, o crescimento do país seja notado não apenas nas estatísticas econômicas, mas também na vida do povo.

EFE |

Samakuva quer levar seu partido à vitória também nas presidenciais previstas para o próximo ano, e com um programa de centro-direita que, segundo declarou o próprio dirigente, estaria alinhado com o do presidente francês, Nicolas Sarkozy, ou com o da chanceler alemã, Angela Merkel.

O líder da Unita nasceu em 1945 em Kunji, província de Bié, centro geográfico de Angola, filho de Henrique Ngola Samakuva e Rosalia Ani Samakuva.

O atual líder da Unita se uniu em 1974, um ano antes da independência de Angola de Portugal, à legenda, que era comandada então por Jonas Savimbi, e se tornou diretor administrativo do grupo.

Depois foi nomeado tesoureiro do partido, representante do grupo no Reino Unido e delegado da Unita na Europa ao longo dos últimos anos da guerra civil de Angola, antes de fazer parte do comitê político da legenda.

Posteriormente, liderou a delegação da Unita nas discussões do cessar-fogo em Angola no âmbito do Protocolo de Lusaka, que acabou com 27 anos de guerra civil em 2002, pouco depois da morte em combate de Savimbi.

No congresso da Unita realizado em junho de 2003, Samakuva se tornou o principal líder da legenda, e sucessor de Savimbi, com 78% de votos, muito à frente dos outros dois candidatos.

Nas eleições de amanhã, a Unita, que com 70 deputados era o segundo maior partido da anterior Assembléia Nacional angolana, tem muitas chances de se manter nessa condição, segundo analistas locais.

Na campanha eleitoral, o partido de Samakuva foi o único que conseguiu transmitir sua mensagem em meio ao avassalador aparelho eleitoral do MPLA.

Samakuva criticou duramente o Governo pela falta de discussão de projetos financeiros no país, que se transformou nos últimos meses no maior produtor de petróleo da África e que obtém 21% de crescimento econômico anual.

Segundo Samakuva, o secretismo em torno da política social e econômica do país e da falta de acesso a dados sobre as contas do Estado segue vigente.

O líder da Unita diz ainda que as privatizações feitas nos últimos anos em Angola têm como objetivo propiciar lucro aos "poderosos" do MPLA. EFE hc/fr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG