Líder da oposição pede ação de países africanos no Zimbábue

O líder da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, pediu nesta quarta-feira aos principais líderes africanos para que intervenham no país para ajudar a superar sua atual crise política. Tsvangirai, que retirou sua candidatura do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para esta sexta-feira, também defendeu um acordo político negociado para resolver a crise e iniciar o que qualificou de processo de cura do país.

BBC Brasil |

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    "Chegou a hora de agir para resolver a crise política e humanitária do Zimbábue", disse ele, falando em uma breve saída da embaixada holandesa, onde buscou refúgio devido a supostas ameaças.

    Reuters
    Opositor de Mugabe participa de comício
     "Eu peço à União Africana e à Comunidade de Desenvolvimento do Sul da África (SADC, na sigla em inglês) que liderem uma grande iniciativa com o apoio das Nações Unidas para administrar o que eu chamo de processo de transição."

    Nesta quarta-feira, líderes da SADC estão reunidos na Suazilândia para discutir a crise no Zimbábue.

    Intervenção

    O opositor ao presidente Robert Mugabe pediu a interrupção imediata da violência que se espalhou pelo país, o envio de assistência humanitária, a posse de todos os parlamentares eleitos no dia 29 de março e a libertação de todos os prisioneiros políticos, incluindo o vice-líder do partido Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), Tendai Biti.

    Tendai Biti foi preso acusado de traição, crime passível de morte no país.

    Tsvangirai disse que suas propostas serão melhor detalhadas no decorrer da negociação.

    O MDC afirma que 86 de seus partidários foram mortos e 200 mil pessoas expulsas de suas casas devido a uma suposta campanha de perseguição praticada por aliados do presidente Mugabe.

    EUA e Grã-Bretanha

    Nesta quarta-feira, o uma autoridade do Departamento de estado americano disse à BBC que os Estados Unidos não vão reconhecer o resultado do segundo turno das eleições.

    Outros países ocidentais, incluindo a Grã-Bretanha, pediram que a comunidade internacional isole Mugabe e declare sua presidência ilegítima se as eleições não forem justas e livres.

    EFE/Kim Ludbrook
    População protesta contra violência
    Monitores eleitorais do Zimbábue disseram que não poderão atuar no segundo turno das eleições porque não receberam a permissão oficial do governo.

    Apesar dos apelos da comunidade internacional e das Nações Unidas para suspender o segundo turno, Robert Mugabe disse que as eleições serão realizadas na sexta-feira como planejado.

    "Eles podem gritar tão alto quanto quiserem de Washington ou de Londres. Somente o nosso povo poderá decidir e mais ninguém", disse Mugabe durante um comício na terça-feira.

    O presidente ainda afirmou que Tsvangirai abandonou a disputa pela presidência porque ficou com medo da derrota ao ver o "furacão político" vindo em sua direção.

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