Líder da oposição na Itália renuncia após derrota eleitoral

Por Phil Stewart e Roberto Landucci ROMA (Reuters) - O líder da oposição de centro-esquerda na Itália renunciou na terça-feira após derrota numa eleição regional contra o partido do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que tem consolidado sua força apesar da recessão profunda.

Reuters |

Walter Veltroni confirmou sua intenção de deixar o cargo, disse um porta-voz do Partido Democrata (PD), mesmo depois de líderes do partido inicialmente terem descartado a possibilidade após o fim da disputa para governador da ilha da Sardenha.

Analistas disseram que a oposição não conseguiu capitalizar em cima da recessão econômica, que deverá ser a mais longa da Itália desde a 2a Guerra Mundial, e que ela foi enfraquecida por constantes disputas internas e uma série de escândalos de corrupção.

"A crise econômica começou a abocanhar o país. O paradoxo é que a responsabilidade não é colocada sobre o governo, mas sobre seus rivais", escreveu o colunista Massimo Franco, em artigo no qual analisa a vitória de Berlusconi para o diário Corriere della Será.

Berlusconi, um magnata bilionário da mídia dono de uma vila suntuosa na Sardenha, percorreu a ilha mediterrânea durante a campanha para o seu partido a fim de conquistar uma região anteriormente controlada pelos rivais de centro-esquerda.

O candidato do seu partido para governar a Sardenha, Ugo Cappellacci, filho do conselheiro para impostos de Berlusconi, tinha 52 por cento dos votos no começo da tarde na terça-feira e foi declarado vitorioso.

O rival Renato Soru, ex-governador da Sardenha e fundador da empresa de telecom Tiscali, obteve 43 por cento. Soru, também proprietário do jornal de tendência esquerdista LUnita, era apontado como futuro líder para a oposição de centro-esquerda.

A derrota dele foi o mais recente golpe em Veltroni, que já havia sido derrotado por ampla margem por Berlusconi na eleição parlamentar no ano passado.

Desde então, a oposição encontra-se desorganizada, enquanto o governo Berlusconi desfruta de índices recordes de popularidade apesar da crise econômica.

O jornal Il Giornale, de propriedade da família de Berlusconi, chamou a eleição na Sardenha de o "golpe de misericórdia" na centro-esquerda, e analistas disseram que o PD precisava de uma mudança de rota.

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