Líder da oposição do Zimbábue pensa em ficar de fora das eleições

Harare, 20 jun (EFE).- O líder do principal partido da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, considerou hoje a possibilidade de não se apresentar para as eleições previstas para o dia 27 de junho, informou seu porta-voz Nelson Chamisa.

EFE |

Os líderes do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês) se reuniram durante toda a manhã para tentarem chegar a uma decisão.

Chamisa disse que o MDC esteve recebendo pressões das províncias para que se retirem das eleições.

"As pessoas decidirão se participamos destas condições ou não", declarou à Agência Efe Chamisa. "A maior parte de nossos partidários foi forçado a se deslocar de suas casas, alguns foram assassinados, por isto tentamos decidir se nos apresentamos ou não às eleições", declarou.

O MDC acusa os seguidores do Zanu-PF, partido que atualmente está no poder, de espancarem e inclusive matar os simpatizantes do partido da oposição.

O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, enfrenta o segundo turno das eleições presidenciais com desvantagem, após perder o poder no Parlamento no pleito de 29 de março.

Este segundo turno é necessário, pois nem Mugabe nem Tsvangirai conseguiram a maioria absoluta indispensável para alcançarem a Presidência no primeiro turno.

A Polícia deteve Tsvangirai em até cinco oportunidades nas últimas duas semanas, e o secretário-geral do MDC, Tendai Biti, permanece sob custódia policial após ser acusado formalmente de traição.

Biti enfrenta agora uma possível condenação a pena de morte. Um tribunal rejeitou hoje o pedido do MDC de desprezar as acusações que o Governo do Zimbábue apresentou contra este membro da oposição.

A violência política e os flagrantes abusos dos direitos humanos marcaram a campanha eleitoral dos últimos meses, por isto milhares de pessoas foram obrigadas a se deslocarem para localidades com difícil acesso a água e alimentos.

Mugabe proibiu que observadores internacionais procedentes da União Européia e dos Estados Unidos estejam presentes no Zimbábue durante a realização das eleições, já que os acusa de tentar desbancar seu Governo. EFE sk/fal

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